CicloSampa x Bike Sampa

Nesse domingo (15/12/13), vai começar a funcionar mais um sistema de empréstimo de bike na cidade de São Paulo: o CicloSampa, patrocinado pelo Bradesco.

O esquema é o mesmo: estações com bicicletas que podem ser retiradas e usadas de graça nos primeiros 30 minutos e depois serão cobrados R$5 a cada meia hora excedente.

O local é o mesmo: região da Av. Paulista.

A bicicleta é a mesma: com algumas poucas variações, a bicicleta também tem apenas 3 marchas.

O interesse é o mesmo: fazer propaganda de forma barata e passar uma imagem de “amiga do ciclista”.

Já postamos aqui no início do blog sobre o Bike Sampa e também sobre as primeiras impressões com o Bike Sampa. De certa forma, os posts foram positivos e realmente deveriam ser. Afinal, a ideia de estações de empréstimos de bicicletas é realmente boa! Mas já nesses posts pontuamos alguns detalhes que deixam a desejar como: preço, localização, qualidade das bicicletas e falta de integração com o transporte público.

O maior defeito na criação do CicloSampa (sem isentar o Bike Sampa disso também) é não haver uma integração sistêmica com as bicicletas e estações do Bike Sampa!

Qual o sentido disso? Sabe-se que se tratam de dois grandes bancos rivais, mas se a intenção é “mudar o mundo”, eles deveriam deixar a rivalidade de lado e se unirem em prol de um serviço para a população. Ou talvez a intenção seja só fazer propaganda barata, disponibilizar bicicletas para que as pessoas possam circular com as marcas dos bancos pela cidade e ainda pagar caro por isso (R$5 meia hora, wtf?).

Os dois sistemas são feitos em conjunto com a prefeitura e seria papel dela padronizar e exigir que os dois modelos se comuniquem. Imagina como seria se cada concessionária de ônibus da cidade tivesse um bilhete único próprio? Imagina se os carros só aceitassem gasolina de um Posto X ou Y?

Sem integração entre os sistemas, eles se tornam burros e ineficientes.

O que você acha? Deixe sua opinião nos comentários!

6 comentários em “CicloSampa x Bike Sampa

  1. Fica claro como as políticas de sp não INTEGRAM NADA.

    Gostaria de deixar aqui dois dados q saíram na revista Época em Junho.
    A renda anual do Itaú é em torno de 1,1 Trilhão de Reais (sim, trilhão!), acabou de ultrapassar o PIB da Argentina.
    A renda do Bradescol é um pouco menor, esta equiparada ao PIB da Colômbia.

    Sim, o dinheiro destes bancos valem mais do que países. O que eles estão fazendo é dar uma migalha de tudo que eles sugam de nós. Cobrar por isto? ahh.. só pra quem tem cartão de crédito? aah…

    1. Um comentário ao texto: R$5 por meia hora pq o sentido não é dar bike para lazer e passeio, que pode ser feito também. A intenção é incentivar a mobilidade via bikes (meia hora deve ser suficiente para ir de casa a trabalho, imagino).

      Agora, @Zuruga, vc viajou pesado. Os ativos do Itaú são de 1.1tri, sendo que grande parte disso tem como passivo os depósitos de correntistas. Lucro tá por volta de 15bi, receita uns 80bi, é rápido de ver no site de RI. Independente da justiça de taxas que cobram, que vc concordaria com vc, o banco é uma empresa privada que deve remunerar os seus acionistas e não uma ONG. Fico grato com ações de publicidade como as bikes que me beneficiam (e muito, uso todo dia), afinal, esmolas neste país já basta o bolsa família…

  2. Como assim, as bicicletas são a mesma? A bicicleta do Bradesco, apesar de toda tecnologia e robustez, tem o sistema de câmbio muito pior e deve pesar pelo menos o dobro da do Itaú.

    1. Oi Gustavo!
      O que quisemos dizer é que as bicicletas e sistemas são similares.

      Em breve iremos testar o sistema e fazer um post mais detalhado sobre as bikes do bradesco :)

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